Válvula Rock Pub confirma atrações para Grito Rock no sábado de carnaval em Barra Velha

Foi divulgado ontem através do site do Válvula Rock Pub, de Barra Velha, as atrações do festival Grito Rock, que acontece no próximo sábado, dia 18, durante a tarde, no próprio Pub. O Lendário Chucrobillyman, de Curitiba, Somaa, de Joinville, e a local Me and Jarabruja, foram os escolhidos para animar com muito rock o sábado de carnaval na cidade.

O Grito Rock é o maior festival integrado da América Latina e em 2012 irá acontecer em 200 cidades de 15 países. Em Santa Catarina, o evento acontecerá em 11 cidades, sendo Barra Velha a única que o realizará em fevereiro.

De acordo com Anderson Davi, gerente do Válvula Rock Pub e coordenador da produtora Válvula Rock, que também irá produzir o Grito Rock em Itajaí, será uma experiência nova para o público da cidade, que poderá conferir shows autorais durante o evento. “Serão atrações distintas, mas que mostram o potencial da música autoral em nosso estado e até no país. É importante que festivais como este cheguem até Barra Velha, para incentivar aos músicos locais a investirem nas próprias composições e conhecerem um circuito diferente de shows”, destaca.

O show começa as 15h30 e os ingressos custarão apenas R$5,00, com direito a cortesia para curtir mais uma noite da programação de carnaval do Pub. Nos dias 18 e 19 pela noite, o músico de Florianópolis Fabiano Chiqueti foi escalado para tocar muito rock nacional e internacional, com repertórios diferentes em cada dia. No dia 20, segunda-feira, será a vez de Fernando Horn embalar a noite ao som de muito pop rock. O Válvula Rock Pub fica na avenida Santa Catarina, 1192, em cima da pizzaria Forno à Lenha, no centro de Barra Velha.

As atrações:

O Lendário Chucrobillyman

Após ouvir o disco “Chicken Walk” de Hasil Adkins no início de 2005, o curitibano Klaus Koti deu início a seu projeto musical tocando tudo ao mesmo tempo: bateria, guitarra, kazoo e um megafone por onde faz os vocais. Batizou o projeto de “O Lendário Chucrobillyman” e passou a rodar o mundo fazendo suas performances através destes sincronismos de elementos. Um dos nomes brasileiros mais conhecidos no quesito “monobanda” – ou banda composta por um único integrante – Koti faz uma mescla de blues, rock de garagem e o punk rock. Seu último trabalho faz a fusão destes estilos com o som peculiar da viola caipira.

Somaa

Formada em 2011 em Joinville, a Somaa é liderada pelo guitarrista e letrista Rafael Zimath, que após o hiato da promissora Alva, juntou o baterista Tiago Luis Pereira e o baixista Nedilo Xavier para formar uma nova banda. De inicio, o grupo gravou três músicas que mostram um trabalho coeso, “rock corrosivo, sólido, que dosa o peso com o efeito extasiante do pop”, como definiu bem o jornalista do Diário Catarinense, Marcos Espíndola. Em 2012, o trio se propõe e manter a produção ativa, mesclando isto aos shows pelo Estado, onde poderão experimentar a fórmula frente a frente com o público.

Me and Jarabruja

Mais que o nome curioso, Me and Jarabruja é uma atitude de coragem e experimentalismo do guitarrista local José Eduardo de Souza Leite. Por trás deste codinome, ele promete um show instrumental apenas com a guitarra, indo do blues ao metal, dosando jam session com sequências previamente ensaiadas. Na falta de outros integrantes em Barra Velha dispostos a investir no experimental autoral, não pensou duas vezes em tomar o show do Grito Rock como o primeiro de sua carreira e, talvez, torná-lo a porta de entrada para um trabalho em conjunto.

NOFX ao vivo no House Of Blues

Abaixo show completo do NOFX gravado no dia 18 de janeiro deste ano, em Los Angeles, essa é uma aula de uma das melhores bandas de hardcore da história. Muito bem humorado, o quarteto faz 53 minutos passarem voando:

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O Esquenta Galho

Escrevi isso esses tempos, motivado por um trabalho para a aula (muito chata, por sinal), mas vale o registro. Foi na época em que o Marcílio Dias ainda estava na segunda divisão do Campeonato Catarinense. Trata-se de uma crônica. Entenda porque:

O Esquenta Galho

 Não existe em Itajaí e região lugar mais democrático e divertido do que o esquenta galho. É assim que nós, marcilistas de coração, chamamos a arquibancada descoberta do estádio Dr. Hercílio Luz, também conhecido como Gigantão das Avenidas, no centro da cidade. O apelido carismático, não se sabe da onde vem, mas representa a união dos torcedores, que ali – geralmente com o sol forte na cabeça e o odor saboroso dos espetinhos de gato que exalam debaixo dos degraus – se reúnem em todos os jogos em casa do Marinheiro.

Só quem assiste aos jogos no esquenta galho sabe do que estou falando. Ali frequentam por jogo entre 300 e 500 torcedores, faça chuva ou sol. É nesse espaço que médicos, advogados, garis e desempregados estão em igualdade social e de opinião, falam as mesmas besteiras, xingam, aplaudem e dão risadas juntos, como velhos amigos, sem mesmo se conhecer pelo nome. Eles vêm de todos os lugares possíveis, dos residenciais da Praia Brava aos barracos do Imaruí. A espontaneidade e a criatividade são as marcas registradas desses torcedores. Por jogo, Nelson Rodrigues escreveria pelo menos cinco crônicas, só aproveitando as pérolas disparadas pelos marcilistas. Os adjetivos são tantos, e tantos impublicáveis, que não cabem nesse texto.

É o zagueiro turrão que vai expulso, é o goleiro frangueiro que faz gestos para torcida, o juiz e o bandeirinha que estão sempre roubando o nosso time, o gândula que escorregou pra buscar a bola, o centroavante que perdeu um gol feito e o lateral, que por aquele lado corre, e entende mais do que ninguém o que são os corneteiros do esquenta galho. É o grito de ‘Cilio! Cilio!” quando o time consegue um ataque perigoso. O gol então, é uma catarse.

O esquenta galho é como um clube fechado – que as vezes, infelizmente, fica infestado dos indesejados secadores – onde o mesmo grupo de sócios – sem carteirinha, nem contrato – se reúne de domingo em domingo. A diferença é que ali não se tem vantagens, nem benefícios. Não é o Itamirim onde a burguesia se junta para ver quem tem o carro melhor, quem tem o melhor emprego e salário, e se esbaldar no mega conjunto de piscinas, campos de futebol e quadras de tênis. A graça de ser marcilista é justamente sofrer e dar risada, na derrota, na vitória e no empate. Sem conforto, no concreto e debaixo de sol.

Quantas vezes, nós marcilistas, não deixamos aquele estádio jurando nunca mais pisar àquele concreto mal cuidado, depois de mais uma decepção daquelas. Pergunte quantos apareceram no domingo seguinte e a resposta será: os mesmo de sempre, ninguém resistiu a tentação de ver o Cílio de novo em campo. “Deviam destruir isso aqui e construir uma pista de patinação no gelo”, ouvi certa vez na saída do portão para a avenida Marcos Konder, após uma derrota vergonhosa. “Deviam mesmo é fazer uma zona gigante pra gente que vem aqui sofrer”, rebateu outro torcedor.

Hoje, 90% de Itajaí não entende como que o Marcílio Dias resiste aos 90 anos, falido e na segunda divisão do campeonato catarinense, com uma sala de troféus quase vazia e empoeirada. A indignação é maior ainda ao ver o velho Dr. Hercílio Luz, ocupando um espaço enorme no centro da cidade, que poderia ser, na opinião deles, um shopping, um mega condomínio… Esses, creio, nunca assistiram a um jogo no esquenta galho para entender por que o velho Marinheiro nunca vai fechar as portas.

No último domingo, os marcilistas voltaram a assistir ao rubro-anil do esquenta galho. Interditada desde o começo da temporada, por problemas estruturais, a arquibancada lateral precisou passar por reformas, e contra nossos princípios, tivemos que ver vários jogos na chamada arquibancada da Cassol, atrás de uma das traves.

A alegria de pisar novamente o esquenta galho bateu com a vitória suada por 1 a 0 em cima do Tubarão, que nos colocou na liderança do campeonato e a dois pontos do título do returno. Uma partida feia, sem inspiração e de futebol indigesto. Mesmo assim, o torcedor saiu rindo à toa, não tem jogo ruim no esquenta galho.

Cultuar #2 na web

A segunda edição da revista Cultuar, lançada lá em fevereiro desse ano, foi parar na web graças ao Issuu, em breve posto também a primeira edição. Pra quem não sabe, a Cultuar é uma revista voltada exclusivamente a arte de Itajaí, e tem o apoio da Lei de Incentivo a Cultura local, por isso não tem periodicidade. Pra quem curtiu, em janeiro e fevereiro de 2011 saem mais duas edições, já em produção. Por enquanto leia a Cultuar com a Yellow Box na capa, que traz ainda a história do N.E.F.A., e uma ótima entrevista com o Valentim Schmoeler, grande figura do teatro itajaiense. Leia aqui: http://www.issuu.com/cultuar