Arquivo para agosto \31\UTC 2009

Chapecoense cada vez mais perto da Série C

Se tem um clube em Santa Catarina que pode ser usado como modelo de administração de futebol e de comprometimento da cidade, esse time é a Chapecoense. Na tarde de ontem o Verdão do Oeste venceu mais uma partida dentro de casa, ao bater o Londrina por 2 a 1 no confronto de ida da 3ª fase da Série D nacional, e deu um passo importante rumo a Série C. Apesar de já estar classificado para o mata-mata seguinte, levar a melhor nos 180 minutos contra a equipe paranaense significa decidir em casa o acesso definitivo, que virá na justamente na próxima etapa da competição.

Há alguns anos a Chapecoense vem se destacando no futebol catarinense, com o título em 2007 e o vice-campeonato nesse ano, mas ainda encontrava dificuldades em competições nacionais. O sucesso do Verdão se deve principalmente ao apoio da cidade em vários sentidos. Não estou falando de verbas municipais, como por exemplo o Marcílio se (mau) acostumou a depender, mas sim de um suporte de empresários e torcedores. O que quero dizer é que a cidade vive o clima do clube e tem orgulho do desempenho de seu representante no futebol.

A começar pelo povo, que veste a camisa mesmo e não mede esforços para lotar o Índio Condá. Jogar na pressão do estádio tem se tornado uma tormenta para os adversários. O incentivo que vem das arquibancadas empurra mesmo os jogadores, e a equipe se tornou praticamente imbátivel dentro de casa. Foram 14 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota no ano, 85% de aproveitamento no total.

E não é só na hora de ir ao campo que o verde predomina. Nas ruas, nos bares, e em qualquer lugar da cidade a Chapecoense está representada, seja no uniforme ou no hino popular, que todo mundo sabe o refrão: “Por que o Verdão… É o time do meu coração”.   

Além da torcida, a Chapecoense encontra na cidade o que muitos clubes penam para conseguir Brasil afora: suporte financeiro. Não é uma ou duas empresas que bancam as despesas, são várias parceiros que ajudam dentro do possível e garantem no fim do mês um montante suficiente. E olha que o Verdão é o time que mais sofre com despesas de viagem, pelo menos na competição catarinense. O clube fica em um extremo do Estado e enfrenta apenas times do outro extremo, que se espalham de norte a sul. 

Mas toda essa moral com o empresariado local não é por acaso, pessoas de credibilidade estão a frente do negócio e se mostraram abertos a receber apoio. Dessa forma não fica dificil reunir um bom grupo de investidores. Os resultados vieram no campo. 

O que me chama mais a atenção é a forma simples como os dirigentes fazem futebol lá no Oeste. As contratações são acertadas por que os jogadores são conhecidos, a maioria deles já atua há um bom tempo no futebol barriga-verde. É dificil a Chapecoense arriscar em atletas anônimos, que chegam sem uma bagagem ou uma referência válida. O resultado disso pode se ver dentro das quatro linhas, com a equipe favorita para conseguir o acesso a Série C. Mérito para o Mauro Ovelha.

Olha só o time que entrou em campo nesse final de semana, com os clubes em que os jogadores atuaram por aqui: Nivaldo; Basílio (Marcílio Dias, Criciúma), Kleber Goiano e William Amaral; Luis André (Ibirama, Criciúma), Fabrício (Ibirama, Criciúma), Emerson Cris, Neném (Guarani de Palhoça, Criciúma) e Cristiano (Marcílio Dias, Metropolitano); Waldison (Marcílio Dias) e Giancarlo/Maurício (Ibirama, Criciúma, Marcílio Dias).

Novamente sou obrigado a abrir um parênteses para citar o Marinheiro, e infelizmente, de forma negativa. O Marcílio Dias esse ano foi um exemplo de como não se administrar um departamento de futebol. A maioria das contratações eram desconhecidas e foram muito mau indicadas, pelo nível baixíssimo de qualidade. Se tem bons valores aqui na região, até agora não entendo porque inventar com gente do Mato Grosso, de Goiás e etc.  O que colhemos com isso? Dois rebaixamentos seguidos, que desperdiçaram grandes chances de crescer no Estado e principalmente no Brasil, já que a Série C nunca foi tão fácil como em 2009.

Voltando para o Oeste, de todos os clubes que disputam a Série D, a Chapecoense é com certeza a favorita até ao título. O acesso a Série C é quase garantido, se continuar com o mesmo ritmo, principalmente com a força do Índio Condá. Ano que vem teremos Verdão e Criciúma na terceira divisão do Brasil, e o Tigre que se cuide, por que se não fica pra trás também. Joinville e Marcílio já ficaram pelo caminho.  

chapecoense

Luis André comemora gol que abriu o palcar contra o Londrina

Há 17 anos Nirvana fazia show histórico no Reading Festival

Há exatos 17 anos, no dia 30 de agosto de 1992, o Nirvana subia ao palco como principal atração do renomado Reading Festival, na Inglaterra, para uma apresentação que ficaria marcada na história da banda que revolucionou o mundo da música no inicio dos anos 90. O show antológico estará no DVD Live At Reading, que será lançado em novembro desse ano nos Estados Unidos. Além da perfomance do grupo amplificada por uma remasterização 5.1 no sistema surround, o DVD terá extras com imagens inéditas de Kurt Cobain e seus companheiros em ação. O vídeo e áudio deste show já circulam há anos pela internet ou de forma clandestina, mas dessa vez serão oficializados, com autorização inclusive de Dave e Krist.

Antes do show o clima era tenso entre Kurt Cobain e os outros integrantes da banda. Os problemas do frontman com drogas, a relação conturbada com Courtney, o estresse das turnês (Kurt não conseguia se alimentar durante as viagens por conta de fortes dores no estômago), e até brigas internas conspiravam para o fracasso da banda naquela noite. Um ano antes o Nirvana já tinha se apresentado no Reading, mas dessa vez estava no ápice de sua carreira, e chegou a Inglaterra como atração principal, que todos queriam presenciar. 

Na biografia Come As You Are, The Story Of Nirvana, de Michael Azerrad, o autor conta como aquele dia mudou o curso da banda, que poderia chegar ao fim naquele ano, antes mesmo do In Uturo. O livro é uma das mais completas biografias sobre o Nirvana, escrita entre 92 e 94, com base em conversas com os integrantes e pessoas que fizeram parte da história do grupo. Michael já tinha se tornado amigo dos músicos e principalmente de Kurt na época do Reading, e estava lá a convite dos próprios. O líder do trio andava afastado dos companheiros e um tom de desconfiança entre a equipe circulava pelos bastidores.

Ciente de que muitos, principalmente os críticos, acreditavam que aquela noite selaria a passagem estrondosa do Nirvana pelo mainstream, Cobain preparou uma set com 27 músicas, muitas do então inédito terceiro disco, pérolas do álbum de estreia e o Nevermind distrinchado, além de covers e afins. Minutos antes de subir ao palco, o vocalista aparece bricando com a namorada e amigos em uma cadeira de rodas. É com ela (a cadeira) que ele entra no palco, aclamado por uma multidão, vestindo um jaleco branco. Uma resposta àqueles que o tratavam como doente naqueles dias.

O show em si dispensa comentários, execuções quase-perfeitas, muita distorção e peso, Kurt carismático e enfurecido ao mesmo tempo. Mas nem só do guitarrista e vocalista era composto o Nirvana, e Krist também está lá, pulando adoiado pelo palco. Dave é preciso e desfere golpes contra a bateria, completando o trio que precisou de três discos oficiais para entrar na história do rock. O set é extenso, cantado e aplaudido pelo público. O fim é apoteótico, com intrumentos voando pra lá e pra cá, o frontman tocando o hino americano como fez Jimmy Hendrix, e a cena acaba com tudo destroçado, inclusive os boatos de uma separação. Aquele era um triunfo do Nirvana.          

Todos as músicas da apresentação no Reading em 92 estão disponíveis no YouTube, e pra mim é até dificil ter que escolher uma para ilustrar esse texto. Decidi pelo vídeo de All Apologies, que mostra Kurt frágil com a situação, pedindo ao público que repita com ele “Courtney we love you”. Uma forma de confortar a namorada e o próprio ego, já que rejeição e ataques contra as excentricidades da mulher atingiam diretamente Cobain, que recém tinha se tornado pai. A canção não precisa ser apresentada.

Set List do show do Nirvana no Reading Festival, em 30/08/1992

1 – The Rose/ Intro
2 – Breed
3 – Drain You
4 – Aneurysm
5 – School
6 – Sliver
7 – In Bloom
8 – Come As You Are
9 – Lithium
10 – About A Girl
11 – Tourette’s
12 – Polly
13 – Lounge Act
14 – More Than A Feeling
15 – Smells Like Teen Spirit
16 – On A Plain
17 – Negative Creep
18 – Been A Son
19 – All Apologies
20 – Blew
21 – Dumb
22 – Stay Away
23 – Spank Thru
24 – Love Buzz
25 – The Money Will Roll Right In
26 – D-7
27 – Territorial Pissings
28 – The Star Spangled Banne

Clicando aqui você confere uma galeria do site Nirvana Guide com 140 fotos do histórico show no Reading Festival de 92.  

NIRVANA

Kurt no show do Reading em 92, uma mescla de carisma e fúria.

Foo Fighters lançará coletânea com duas músicas inéditas

O Foo Fighters anunciou para novembro o lançamento da sua primeira coletânea, que irá se chamar Greatest Hits, e além dos clássicos da banda em 14 anos de história, terá duas músicas novas: Wheels e Word Foward. O grupo está parado desde setembro do ano passado, quando resolveu tirar umas férias prolongadas depois da turnê do disco Echoes, Silence, Patience and Grace, mas já marcou a data para a novidade chegar nas prateleira, será no dia 3.

Das duas canções novas, Wheels foi tocada ao vivo em uma apresentação do Foo Fighters na Casa Branca, no dia 4 de julho. Um vídeo chegou a aparecer no YouTube, mas logo foi desativado. Enquanto Word Foward também já foi gravada, mas continua inédita. Além do material exclusivo, músicas como The Pretender,  Best Of You, My Hero, Everlong, All My Life e Learn To Fly são dadas como certas. Desde quando gravou o primeiro disco da banda sozinho, em 1995, Dave Grohl entrou em estúdio mais cinco vezes com os companheiros de estrada, totalizando seis álbuns, cada  um com identidade própria e músicas poderosas.

Assim como todo passo que o Foo Fighters dá parece planejado, esta é uma forma inteligente da banda voltar a ativa, ganhando destaque na mídia e consideração dos fãs, sem precisar trabalhar tão duro, como sempre fez na sua trajetória. No ano passado, quando resolveu dar uma pausa nas atividades, Dave disse que o quarteto estava saturado de gravar discos (e que discos), fazer turnês mundiais de mais de um ano e ter pouco tempo para descansar antes de voltar para o estúdio. Além disso, os integrantes também possuem esposa e filhos e precisam dedicar mais tempos ao lar.  

Sendo assim, com o Greatest Hits, os Foo´s continuam em atividade, mas não têm uma obrigação de mergulhar de cabeça em nova tour, como teriam que fazer se gravassem um álbum inédito. Até porque o frontman está bastante entretido com o seu projeto mais recente e ambicioso, o Them Crookes Vultures. 

Outro aspecto que o Dave destacou ao decretar férias em 2008, era de que a banda precisava de tempo para criar sonoridades diferentes. Talvez nessas duas novas canções poderemos encontrar mudanças no formato das composições, mais um motivo pra ficar de olho no lançamento. Aliás, o Foo Fighters já mudou até a interface principal do seu site oficial, foofighters.com, usando o título Greatest Hits. Lá você pode cadastrar seu e-mail para receber novidades sobre a coletânea.     

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Foo Fighters lança Greatest Hits no dia 3 de novembro

Tava mesmo na hora do grupo fazer uma coletânea com um pouco de cada disco de sua história, o que já acontece nos shows e parece uma combinação e tanto. Como grande conhecedor (e fã incondicional) da discografia do Foo Fighters, abaixo segue a minha sugestão para o Dave Grohl, de quais músicas (18 além das duas inéditas) deveriam entrar no no Greatest Hits:           

1 – This Is a Call
2 – Big Me
3 – My Hero
4 – Monkey Wrench
5 – Hey Johnny Park
6 – Everlong
7 – Breakout
8 – Learn To Fly
9 – Generator
10 – All My Life
11 – Times Like These
12 – In You Honor
13 – No Way Back
14 – Best Of You
15 – The Pretender
16 – Long Road To Ruin
17 – But Honestly
18 – Skin and Bones
19 – Wheels
20 – Word Foward

Mais do Them Crooked Vultures

A super banda formada por Dave Grohl (GOD/Foo Fighters), Josh Home (Queens Of The Stone Age) e John Paul Jones (só do Led Zeppelin) continua dando o que falar mesmo sem lançar nenhuma música oficialmente. Desde que anunciou que iria se reunir em estúdio para gravar um disco, a expectativa só cresce sobre o Them Crookes Vultures. O grupo começou divulgando um trecho de 15 segundos de uma música e já provou do que era capaz. Depois vieram alguns shows surpresas, na qual um som foi gravado clandestinamente com boa qualidade, que deixou os fãs mais apreensivos. Agora foi a vez dos integrantes liberarem mais uma parte de música, batizada de “Elephants”.

O vídeo tem 37 segundos e mostra uma montagem de várias cenas dos músicos em estúdio gravando, conversando e tocando. A trilha, é uma paulada sonora impressionante. Parte de um riff sensacional e vai evoluindo de forma a deixar o ouvinte eletrificado, com o tamanho do poder que os instrumentos vão adquirindo. Essa pequena mostra do que o trio preparou para os público você confere abaixo:  

Noel escreve nova nota sobre sua saída do Oasis

Um dia depois de publicar uma nota no site oficial do Oasis, Noel Gallagher voltou a se manifestar no portal a respeito de sua saída do grupo. Em um texto mais extenso dessa vez, o guitarrista fala que cansou de sofrer com ofensas pessoais, que também atingem sua família e amigos, e por isso decidiu largar a banda. Ele diz que não quer falar sobre os outros motivos que o fizeram tomar essa decisão, mas certamente se refere em boa parte as desavenças com o caçula Liam, que teria até quebrado uma guitarra do irmão mais velho.

Na mesma nota, Noel pede desculpas aos fãs de Paris, que ficaram esperando pelo grupo no Festival Rock En Siene, e foram avisados minutos antes do show que o Oasis não iria mais tocar. O mesmo ele faz a quem pretendia ver o grupo no V Festival, onde o show da banda inglesa foi cancelado um dia antes de acontecer. O guitarrista aproveita para alfinetar o irmão, dizendo que não sabe os motivos do cancelamento, mas que estava empolgado para tocar. Na ocasião, Liam se disse impossiblidade de cantar, com problemas na garganta.

Apesar de ranzinza, Noel abre o coração e agradece aos fãs pelo apoio em 18 anos de estrada, época que definiu como “maravilhosa”. Ele finaliza dizendo que tem uma família e um time para apoiar, se referindo ao Manchester City, clube que é torcedor fanático e que dá pintas de brigar por títulos nessa temporada.

Essa é a realidade, e uma hora Noel teria que se despedir da banda. A genialidade do inglês é inconstestável, e sem dúvida ele pretende seguir outros rumos além do Oasis. As brigas constantes com Liam contribuiram para isso e o Gallagher mais velho já conquistou o suficiente para querer evitar mais atritos, mesmo que o preço seja acabar com o que o próprio guitarrista chama de sonho que virou realidade. “Levo as memórias gloriosas comigo”, é o que ele tem a dizer.

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Noel ao lado de Carlitos Tevez, reforço do Manchester City para a temporada. Na nota, o guitarrista faz questão de citar o clube.

Liverpool sofre para vencer o Bolton

O Liverpool chegou hoje a sua segunda vitória no liga inglesa, ao bater o Bolton por 3 a 2 de virada, na casa do adversário. A equipe voltou a jogar mal e esteve atrás no placar duas vezes, mas conseguiu passar a frente na segunda etapa graças a Fernando Torres, que empatou (em 2 a 2) a partida em bela jogada de Kuyt, e Steven Gerrard, que decidiu o jogo a favor dos Reds com um chutasso há sete minutos do fim. O outro gol vermelho foi marcado por Glen Johnson (em 1 a 1), no fim do primeiro tempo.

O time do Bolton é muito fraco e mesmo assim impôs dificuldades aos comandados de Rafa Benítez, que precisaram ficar com um homem a mais em campo (Davis foi expulso aos 9 do segundo tempo) para reagir. Agora o gigante de Anfield tem duas vitórias e duas derrotas na competição.

Clique aqui e veja os gols da partida no site da ESPN Brasil.

Há tempos não via uma partida tão fraca tecnicamente do campeonato inglês, e muito mais do Liverpool. A equipe parecia se desencontrar em campo, errando muitos passes e criando pouco. O ataque dos Reds, acostumados a trocas de passes envolventes, mostrou um repertório muito pobre, com insistentes cruzamentos, principalmente na primeira etapa. O Bolton achou seus gols em falhas da zaga, que teve a estreia fraca do grego Kyrgiakos ao lado de Carregher. A vitória começou a se desenhar quando Davis foi expulso aos 9 minutos do segundo tempo, aí o Liverpool (que perdia por 2 a 1) passou a dominar o jogo e chegou a virada por conta da individualidade de seus dois principais craques, Torres e Gerrard.

Não sei o que acontece com o time, que manteve a base (só perdeu o Xabi Alonso praticamente), mas caiu assutadoramente de rendimento. Não tinha visto a equipe jogar ainda, mas li de atuações semelhantes nas duas derrotas anteriores. Mesmo com os três pontos de hoje, o caso é preocupante, e se o Liverpool demorar pra encontrar o futebol da última temporada, os outros clubes poderão não ser mais alcançados. Apesar de tudo ser possível em Anfield, pelo jogo contra o Bolton, arriscaria que o título vai ficar entre Manchester (United e City) e Londres (Chelsea e Arsenal). Tomara que não.

Faltam ainda Fábio Aurélio e Aquilani, ambos machucados, para o time estar completo. Lucas se mostrou novamente esforçado, apesar de errar muito ainda no meio de campo. Com a entrada do italiano, a criação e o toque de bola do setor de armação devem crescer bastante. Já quanto a lateral esquerda, é indiscutivel a diferença técnica entre o brasileiro e Insua, que se mostra abaixo da média no plantel. Também tá na hora do Benítez parar de insistir no Riera pela ponta canhota e assegurar o Benayon na posição. O meia israelense evoluiu muito na última temporada e pode ser mais útil como títular, jé o espanhol cansa de desperdiçar jogadas pela ala.    

Eles mudaram o jogo

Chamou a atenção o Glen Johnson, que começou bem o jogo (na etapa final caiu de rendimento), maracando seu segundo gol com a camisa vermelha. O lateral-direito irá ajudar muito na temporada, mostrando mais futebol que o Arbeloa até aqui, criando várias jogadas de ataque, o que o espanhol raramente fazia. Finalmente uma boa contratação.      

Torres e Gerrard são casos a parte. Solitário na linha de frente, o Niño mostrou categoria pra empatar a partida em 2 a 2 após ajeitada de peito do Kuyt. Mesmo com as dificuldades na armação, o atacante consegue buscar espaços e criar oportunidades, parando no goleiro pelo menos duas vezes durante o jogo. Esse é o terceiro gol do espanhol em quatro confrontos na temporada. Se não se machucar, ele pode ser decisivo para a Liverpool.

Já o capitão Steven Gerrard não precisa de muitos comentários. Ele esteve apagado na primeira etapa, mas chamou o jogo pra si na hora certa. Arriscou bastante de fora da área e deixou os companheiros com chances de marcar pelo menos três vezes. Foi do camisa 8 o lançamento que resultou no gol de empate aos 11 do segundo tempo. Pra concluir, o meio-campo acertou um chute indefensável da entrada da área, aos 38. A bola entrou no ângulo e decretou a vitória dos Reds, mostrando todo o poder de decisão do craque inglês. Assim como o Torres, se ele não se machucar, irá ganhar muitas partidas sozinho nessa temporada.

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Gerrard (esq.) comemora golaço que deu a vitória ao Liverpool aos 38 do segundo tempo.

Noel está fora do Oasis e banda pode ter acabado hoje

O que já estava pra acontecer há algum tempo, se tornou realidade na noite de hoje, via internet. O guitarrista Noel Gallagher publicou uma nota no site oficial do Oasis, na qual anuncia com pesar a sua saída do grupo, dizendo estar aliviado em não ter que trabalhar nem mais um dia com o irmão e vocalista, Liam. No texto breve, ele também pede desculpas aos fãs de Paris (onde cerca de 30 mil pessoas ficaram sabendo apenas minutos antes da banda entrar no palco que o show tava cancelado), Konstanz (Alemanha) e Milão, onde os ingleses se apresentariam sábado e domingo.

A banda, que sempre gostou de se envolver em polêmicas, está muito próxima do fim com essa péssima notícia. Muitos vão dizer que é mais uma jogada de marketing ou uma crise passageira dos irmãos Gallagher, mas dessa vez acredito que o assunto seja mesmo sério.

Quem acompanhou via internet os bastidores da turnê do Oasis pelo Brasil em maio, sabe que Noel não estava nem viajando no mesmo avião do restante da equipe, e invés de ficar depois do show bebendo e tocando violão com os companheiros, o ranzinza ia direto para o hotel solitariamente. Apesar das coisas não estarem bem, isso não era novidade no histórico da banda, e a turnê seguiu normalmente.

Até que nesta segunda-feira, 24, o jornalista Gordon Smart, do tablóide inglês The Sun, publicou uma matéria falando que o Oasis tava com os dias contados, e que o último show da banda seria nesse domingo, 30, na Itália. Os fãs ficaram apreensivos, Liam chegou a ironizar o colunista, mas as brigas com Noel continuaram acontecendo.

 E na noite de hoje, em Paris, os dois discutiram de novo no backstage do festival Rock En Seine (um dos grandes da Europa), horas antes de subir ao palco. Segundo a cantora Amy Macdonald, que presenciou a confusão pois ia se apresentar no mesmo evento, o vocalista chegou a quebrar a guitarra do irmão mais velho.

Aí passou dos limites. O show dos britânicos foi cancelado e Noel não pensou duas vezes em confirmar o que todo mundo já desconfiava, ele tava mesmo fora. Um pronunciamento de Liam sobre o fato é aguardado pra bater o martelo sobre o fim da banda, mas até agora o vocalista não se manifestou através do site do Oasis ou pelo seu Twitter.

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Telão avisou encima da hora que o Oasis não iria se apresentar na França

Esse final de semana já marcava o fim da turnê do último disco, Dig Out Your Soul, porém pode ser lembrado para os fãs como o último do Oasis. Talvez daqui alguns meses os irmãos voltem a se falar, e o grupo tem chances de voltar (O guitarrista já deixou a banda na mão duas vezes, em 1995 e 2005), mas  por ora, sem Noel não há porque continuar. O Gallagher mais velho é a alma da banda, carregou o grupo nas costas por 15 anos, e no alto de sua arrogância, certamente acha que pode ir mais longe, só que sozinho.

Se esse for mesmo o fim do Oasis, o que acredito que aconteça, pelo menos pude ver o grupo ao vivo há poucos meses, no dia 10 de maio, em Curitiba. Sei que a banda já não estava na sua melhor forma, mas o show ficará guardado na memória como histórico para mim, como fã. O Liam não tinha mais aquela voz de tempos atrás, mas encima do palco a postura provocadora permanecia e o contato com o público foi significativo. Do lado esquerdo do irmão, Noel parecia sozinho, pouco se importando com a aclamação dos fãs. Mesmo assim mostrou sua genialidade, primeiro com Masterplan, até finalizar nos hinos Dont Look Back In Anger e Wonderwall.

O Oasis já tem seu nome cravado na história do rock, isso que vale. Mesmo que os Gallagher tenham rejeição pela pose de brigão e por uma discografia irregular, é impossível não citar a banda como referência dos anos 90 e do famoso movimento Brit Pop. Não só porque eles estiveram no topo das paradas, quando elas ainda valiam alguma coisa, mas principalmente por conta de clássicos irretocáveis, que serão cantados por gerações. O fim é condicional, ninguém quer ver uma banda de que se é fã terminar, mas é desse jeito que se entra pra história.   

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Sem Noel, a alma da banda, o Oasis não tem porque continuar